Marketing Clinica Mantelli, Autor em Clínica Mantelli A Clínica Mantelli é um espaço exclusivo para atendimento à saúde da mulher em todas as fases de sua vida, com olhar global e multidisciplinar. Mon, 19 Oct 2026 19:51:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://clinicamantelli.com.br/wp-content/uploads/2025/04/cropped-download-32x32.jpg Marketing Clinica Mantelli, Autor em Clínica Mantelli 32 32 Nódulo na mama: o que fazer primeiro (e o que não é urgência) https://clinicamantelli.com.br/nodulo-na-mama-o-que-fazer/ https://clinicamantelli.com.br/nodulo-na-mama-o-que-fazer/#respond Mon, 19 Oct 2026 14:00:00 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=13874 Achou um nódulo na mama? Entenda o passo a passo da avaliação, os exames por idade e os sinais que pedem pressa.

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Achou um nódulo na mama? Respire. Aqui você entende o que fazer primeiro, quais exames costumam vir em seguida e quais sinais pedem pressa de verdade.

Escrito por: Equipe Clínica Mantelli, com base nas fontes científicas listadas ao final
Publicado em: 14 de outubro de 2026  ·  Atualizado em: 14 de outubro de 2026  ·  Leitura: 8 minutos

O essencial em 30 segundos

  • A maior parte dos nódulos de mama é benigna (não é câncer): uma referência clínica citada pela NCBI Bookshelf fala em 60% a 80%.
  • Mesmo assim, todo nódulo novo merece avaliação médica: ninguém consegue distinguir pelo toque se ele é benigno ou não.
  • O caminho padrão combina conversa, exame clínico, exame de imagem (ultrassom ou mamografia, conforme a idade) e, se necessário, biópsia.
  • Marcar a consulta em poucos dias é o ideal. Esperar “a próxima menstruação para ver se some” pode ser uma conduta razoável em alguns casos, mas quem decide é a médica, não o calendário.
  • Alguns sinais, como nódulo que cresce rápido, secreção com sangue ou pele da mama com aspecto de casca de laranja, pedem avaliação mais rápida.

A resposta direta

Ao encontrar um nódulo na mama, não é urgência de pronto-socorro, mas também não é para esperar meses: agende uma consulta com ginecologista ou mastologista nos próximos dias. A avaliação costuma incluir exame das mamas e um exame de imagem adequado à sua idade, e só uma parte dos casos precisa de biópsia. A grande maioria dos nódulos acaba sendo benigna, mas essa confirmação só vem com avaliação.

Neste artigo

O que é um nódulo na mama

Nódulo é uma massa, um “caroço” que se sente de forma diferente do tecido ao redor. Ele pode ser sólido (como uma bolinha firme) ou cheio de líquido (um cisto). A mama normal já é irregular, com glândulas e gordura que mudam ao longo do ciclo menstrual, então nem toda “irregularidade” é um nódulo.

O motivo de levar o assunto a sério, sem pânico, é este: o câncer de mama é o mais frequente entre as brasileiras, sem contar os cânceres de pele não melanoma. O INCA estimou 73.610 casos novos por ano no triênio 2023 a 2025. Por outro lado, a maioria dos nódulos que levam mulheres ao consultório não é câncer: estimativas clínicas variam de 60% a 80% de nódulos benignos, e uma revisão de abordagem por faixa etária destaca que o risco muda bastante com a idade.

O que observar: sinais tranquilizadores e sinais de atenção

Nenhuma lista substitui o exame, mas ajuda a contar à médica o que você percebeu.

Costuma acompanhar nódulos benignos

  • Nódulo que muda de tamanho ou de sensibilidade ao longo do ciclo, mais dolorido antes da menstruação.
  • Bolinha lisa, bem delimitada, que “escorrega” sob o dedo (típica dos fibroadenomas, tumores benignos formados por tecido glandular).
  • Sensação de “cordões” ou áreas granulosas nas duas mamas (alterações fibrocísticas, muito comuns).

Sinais que pedem avaliação mais rápida

  • Nódulo duro, fixo, de bordas irregulares, que não muda com o ciclo.
  • Crescimento perceptível em semanas.
  • Secreção pelo mamilo só de um lado, espontânea, clara como água ou com sangue.
  • Retração do mamilo, vermelhidão persistente ou pele com aspecto de casca de laranja.
  • Caroço novo na axila.

Atenção: dor isoladamente é pouco comum no câncer de mama, mas isso não torna dor um motivo para adiar. Qualquer nódulo novo, doa ou não, entra na regra de avaliar.

Por que aparecem nódulos

As causas benignas mais comuns são os cistos (bolsas de líquido que se formam nos ductos e glândulas), os fibroadenomas (comuns em mulheres jovens), as alterações fibrocísticas ligadas às oscilações hormonais do ciclo, infecções e inflamações da mama (mastite, comum na amamentação) e a necrose gordurosa, que pode surgir depois de uma pancada ou cirurgia. A Cleveland Clinic lembra que muitos fibroadenomas diminuem ou somem sozinhos.

Entre os fatores que aumentam a atenção para o risco de câncer estão idade mais avançada, histórico de câncer de mama ou de ovário em parentes próximas, mutações genéticas conhecidas (como BRCA1 e BRCA2), tratamento prévio com radioterapia no tórax e algumas lesões benignas específicas já identificadas em biópsias anteriores. Ter parente com a doença, porém, não é pré-requisito: a maioria das mulheres diagnosticadas não tem histórico familiar.

Como é a investigação

O raciocínio das diretrizes é parecido no mundo todo. O ACOG, colégio americano de ginecologistas, descreve que a avaliação de um nódulo começa com história detalhada, estimativa do seu risco e exame físico, e exige exame de imagem adequado à idade. Na prática, os passos são estes:

  1. Conversa: desde quando você percebeu, se muda com o ciclo, se há secreção, histórico familiar, uso de hormônios.
  2. Exame clínico: a médica examina as duas mamas e as axilas, em pé e deitada.
  3. Imagem: segundo os critérios do Colégio Americano de Radiologia (ACR) para nódulos palpáveis, o ultrassom é o exame principal em mulheres abaixo de 30 anos, grávidas ou lactantes; a partir dos 40, a mamografia costuma vir primeiro, geralmente seguida de ultrassom; entre 30 e 39 anos, um ou outro, a critério da equipe.
  4. Biópsia, quando necessária: retirada de uma pequena amostra do nódulo com agulha, guiada por imagem, para análise em laboratório. É a única forma de ter certeza sobre a natureza do nódulo quando a imagem deixa dúvida. A literatura chama a combinação exame clínico + imagem + biópsia de “avaliação tripla” (revisão no PubMed), e em mulheres jovens muitas vezes bastam as duas primeiras etapas.

Quando a imagem mostra um nódulo claramente benigno, uma conduta frequente é acompanhar: a Cleveland Clinic cita retornos em três a seis meses para checar se algo mudou.

Tipos de nódulo e condutas comparadas

A tabela resume os tipos mais frequentes e o que normalmente se faz com cada um. A conduta final depende dos seus exames.

Tipo O que é Como costuma ser confirmado Conduta mais comum
Cisto simples Bolsa de líquido dentro da mama Ultrassom, que distingue líquido de sólido Acompanhamento; drenagem se incomodar
Fibroadenoma Nódulo sólido benigno, liso e móvel, comum em jovens Ultrassom e, em muitos casos, biópsia com agulha Acompanhamento por imagem; retirada quando cresce ou gera dúvida
Alteração fibrocística Áreas granulosas e sensíveis ligadas ao ciclo Exame clínico, imagem se houver dúvida Orientação e acompanhamento de rotina
Nódulo suspeito Sólido, de bordas irregulares ou com características duvidosas na imagem Biópsia com agulha guiada por imagem Definida pelo resultado, com mastologista e, se preciso, oncologia
Infográfico com o passo a passo ao encontrar um nódulo na mama: perceber, agendar consulta, exame clínico, exame de imagem conforme a idade, biópsia se necessário e acompanhamento
Procure avaliação nos próximos dias, sem esperar a consulta de rotina, se você notar:

  • Nódulo que cresce de forma perceptível ou é duro e fixo.
  • Secreção com sangue ou espontânea em apenas uma mama.
  • Alteração da pele da mama (casca de laranja, vermelhidão persistente) ou retração do mamilo.
  • Caroço novo na axila.
  • Mama muito inchada, quente e dolorida com febre, especialmente na amamentação: pode ser infecção e também precisa de atendimento.

Prognóstico e vida real

A espera até o resultado costuma ser a parte mais difícil. Saber que a maioria dos casos é benigna ajuda, mas não elimina a ansiedade, e tudo bem sentir isso. Pedir que alguém vá com você à consulta e anotar suas dúvidas antes ajuda a aproveitar melhor o tempo.

Se o nódulo for benigno, o cuidado passa a ser o acompanhamento regular. Se for maligno, a detecção em fase inicial amplia muito as opções de tratamento, e é exatamente por isso que avaliar cedo importa mais do que adivinhar sozinha. O nódulo achado hoje não substitui a rotina de rastreamento (mamografia nas idades e intervalos indicados para você), que continua valendo mesmo depois de uma investigação tranquila.

Perguntas para levar à consulta

  • Pelo exame, esse nódulo parece benigno ou precisa de biópsia?
  • Qual exame de imagem faz mais sentido para a minha idade e por quê?
  • Se for acompanhar, de quanto em quanto tempo volto e o que mudaria a conduta?
  • Meu histórico familiar pede alguma investigação genética?
  • Meu uso de hormônios (pílula, reposição) interfere nesse caso?
  • Com que frequência devo fazer mamografia daqui em diante?

Perguntas frequentes

Todo nódulo na mama é câncer?

Não. A maioria é benigna, mas só a avaliação médica diferencia com segurança.

Posso esperar a próxima menstruação para ver se o nódulo some?

Em alguns casos a médica orienta justamente isso, porque nódulos ligados ao ciclo podem mudar. Mas essa decisão vem depois do exame, não antes: marque a consulta e deixe-a decidir.

Nódulo que dói é menos grave?

A dor é mais comum em alterações benignas, porém não exclui nada. Nódulo novo, com ou sem dor, deve ser avaliado.

O autoexame resolve?

Conhecer as suas mamas ajuda a notar mudanças, mas não substitui o exame clínico e os exames de imagem indicados para a sua idade.

Quem tem menos de 30 anos precisa de mamografia?

Em geral, nessa faixa a avaliação de um nódulo começa pelo ultrassom, como indicam os critérios do ACR, porque o tecido mamário jovem é mais denso. A decisão final é da sua médica.

Homens também podem ter nódulo na mama?

Sim, e também merecem avaliação. É menos comum, mas qualquer nódulo mamário em homem deve ser investigado.

Biópsia espalha o câncer?

Não. A biópsia por agulha é o método seguro para saber o que o nódulo é, e permite planejar o cuidado certo com precisão.

Referências

  1. INCA. Controle do câncer de mama: incidência, dados e números.
  2. NCBI Bookshelf. Breast Lump, Clinical Methods.
  3. Palpable breast lumps: an age-based approach to evaluation and diagnosis (PMC).
  4. American College of Radiology. ACR Appropriateness Criteria: Palpable Breast Masses.
  5. ACOG. Guidelines at a Glance: Diagnosis and management of benign breast disorders.
  6. Cleveland Clinic. Breast fibroadenoma.
  7. Mayo Clinic. Fibroadenoma: diagnosis and treatment.
  8. PubMed. Triple assessment of breast lump.

Percebeu uma mudança na mama? Não precisa passar por isso com dúvida.
Agende sua avaliação na Clínica Mantelli, no Jardim Paulista.

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Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso é único: procure avaliação individualizada.

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Fogachos na menopausa: o que realmente ajuda a tratar? https://clinicamantelli.com.br/fogachos-menopausa-tratamento/ https://clinicamantelli.com.br/fogachos-menopausa-tratamento/#respond Thu, 15 Oct 2026 17:44:18 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=13867 Entenda por que os fogachos acontecem, quanto tempo duram e quais tratamentos, com e sem hormônio, a medicina oferece hoje.

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Ondas de calor que surgem do nada, suor noturno e noites mal dormidas têm explicação e têm tratamento. Aqui você entende o que acontece no corpo, quanto tempo costuma durar e quais caminhos existem hoje, com e sem hormônio.

Escrito por: Equipe Clínica Mantelli, com base nas fontes científicas listadas ao final
Publicado em: 12 de outubro de 2026  ·  Atualizado em: 12 de outubro de 2026  ·  Leitura: 8 minutos

O essencial em 30 segundos

  • Fogachos (as ondas de calor da menopausa) e suor noturno são chamados pela medicina de sintomas vasomotores: reações do termostato do cérebro à queda do estrogênio.
  • Duram mais do que se pensava: num grande estudo americano, a duração mediana entre as mulheres com sintomas frequentes foi de 7,4 anos.
  • A terapia hormonal continua sendo a opção mais eficaz, mas não é a única: existem alternativas sem hormônio com boa evidência.
  • Em 2026, a agência britânica NICE recomendou o fezolinetante, remédio sem hormônio, para quem não pode ou não quer usar hormônios.
  • Suplementos e fitoterápicos vendidos para fogachos, em geral, não mostram benefício consistente nos estudos.

A resposta direta

Os fogachos acontecem porque a queda do estrogênio desregula a área do cérebro que controla a temperatura do corpo, e ela passa a “disparar o alarme de calor” por estímulos mínimos. O tratamento mais eficaz é a terapia hormonal, indicada após avaliação individual. Para quem não pode ou não quer usar hormônios, há opções sem hormônio, como terapia cognitivo-comportamental, alguns antidepressivos em dose baixa, gabapentina e o fezolinetante. A escolha depende da sua história, e é isso que a consulta define.

Neste artigo

O que são os fogachos e quantas mulheres sentem

Fogacho é uma sensação súbita de calor intenso, geralmente no peito, pescoço e rosto, que costuma vir com suor, vermelhidão e coração acelerado. Quando acontece à noite e encharca a roupa de cama, chama-se suor noturno. Juntos, são os sintomas vasomotores, ou seja, sintomas ligados à dilatação e à contração dos vasos sanguíneos da pele, que o corpo usa para se resfriar.

É um dos sintomas mais comuns da transição para a menopausa. No estudo SWAN, que acompanhou mais de 3 mil mulheres em sete centros dos Estados Unidos, 1.449 delas (quase metade) relataram fogachos ou suor noturno frequentes em algum momento. E há muito mais mulheres com sintomas leves ou ocasionais que não entram nessa conta.

Sintomas: o que é esperado e o que não é

Faz parte do quadro

  • Ondas de calor que duram de alguns segundos a poucos minutos e passam sozinhas.
  • Suor noturno que interrompe o sono, com cansaço e irritabilidade no dia seguinte.
  • Sensação de calafrio logo depois do calor, quando o corpo esfria.
  • Dificuldade de concentração e piora do humor quando o sono fica fragmentado.

NÃO faz parte do quadro

  • Febre persistente, perda de peso sem explicação ou suor noturno intenso que começa de forma abrupta e vem acompanhado de outros sintomas.
  • Sangramento vaginal depois de um ano sem menstruar.
  • Palpitação forte com dor no peito ou falta de ar.

Esses sinais têm outras causas possíveis e pedem investigação própria.

Por que acontecem e o que piora

Dentro do cérebro, uma região chamada hipotálamo funciona como um termostato. O estrogênio ajuda a manter a “faixa de conforto” desse termostato. Quando o hormônio cai, a faixa fica estreita demais: uma variação pequena de temperatura, que antes passava despercebida, passa a disparar a resposta de resfriamento, com vasos dilatando e suor. Estudos recentes mostram que um grupo de neurônios chamados KNDy (que usam uma substância chamada neurocinina B) tem papel central nesse processo, e é justamente aí que agem os remédios mais novos sem hormônio.

Fatores que costumam intensificar os episódios: tabagismo, sobrepeso, álcool, bebidas e comidas muito quentes, estresse e ambientes abafados. Cada mulher tem seus gatilhos, e anotá-los por duas semanas ajuda a consulta.

Como é a avaliação no consultório

O diagnóstico é clínico: a médica pergunta quantos episódios você tem por dia, como está o seu sono e o quanto isso atrapalha o trabalho e a vida em casa. Na maioria das mulheres acima de 45 anos com sintomas típicos, não é preciso dosar hormônios para confirmar. Exames de sangue podem entrar para descartar outras causas de calor e suor, como alterações da tireoide. O que mais pesa na escolha do tratamento é a sua história: antecedente de trombose, câncer de mama, doença do fígado, enxaqueca com aura, pressão e risco cardiovascular.

Tratamentos comparados

O infográfico abaixo resume as principais opções discutidas hoje, de acordo com a posição da The Menopause Society (2023). Nenhuma é receita universal: a indicação é individual.

Infográfico com os caminhos de tratamento dos fogachos: terapia hormonal, medicamentos sem hormônio, terapia cognitivo-comportamental e hábitos do dia a dia, com alerta de evidência fraca para suplementos

O que há de novo em 2026

Em março de 2026, o NICE, órgão do sistema de saúde do Reino Unido que avalia tratamentos, publicou recomendação favorável ao fezolinetante para fogachos moderados a intensos quando a terapia hormonal não é adequada. Esse remédio bloqueia o receptor da neurocinina B, ajudando a “reajustar” o termostato do cérebro sem usar hormônio. Os estudos mostram redução na frequência e na intensidade dos fogachos em comparação ao placebo, mas ele ainda não foi comparado diretamente com outras opções sem hormônio. Exige acompanhamento da função do fígado, e não é indicado em quem tem doença hepática. Mesmo com a novidade, a terapia hormonal segue sendo a primeira linha para a maioria das mulheres que podem usá-la.

A Menopause Society também deixa um alerta: suplementos, fitoterápicos, soja, acupuntura e canabinoides, em geral, não têm evidência suficiente para recomendar o uso contra fogachos. Se você usa algum, conte na consulta, porque alguns interferem em outros remédios.

Procure avaliação agora, sem esperar a próxima consulta de rotina, se você tiver:

  • Qualquer sangramento vaginal depois de um ano sem menstruar.
  • Suor noturno intenso com febre, emagrecimento sem explicação ou caroços no pescoço ou nas axilas.
  • Dor no peito, falta de ar ou batimentos muito acelerados durante os episódios.
  • Tristeza profunda, ansiedade intensa ou pensamentos de se machucar.

Quanto tempo dura e como conviver

Durante muito tempo se disse que fogachos passavam em um a dois anos. O estudo SWAN mostrou algo diferente: a duração mediana foi de 7,4 anos, sendo 4,5 anos depois da última menstruação. Quem começa a ter sintomas ainda menstruando tende a ficar com eles por mais tempo (de 9 a 10 anos, em média) do que quem começa depois da última menstruação (cerca de 3,5 anos). A duração também varia entre grupos étnicos.

A informação é importante por um motivo prático: se os sintomas podem durar anos, vale tratá-los, em vez de “aguentar até passar”. Medidas do dia a dia ajudam como complemento: roupas em camadas de algodão, quarto fresco, ventilador à mão, redução de álcool e cigarro, atividade física regular e cuidado com o sono. Elas não substituem o tratamento quando os sintomas atrapalham, mas fazem diferença na rotina.

Perguntas para levar à consulta

  • Posso usar terapia hormonal? Existe alguma contraindicação na minha história?
  • Se eu preferir não usar hormônio, qual alternativa faz mais sentido para mim?
  • Os remédios que já tomo interferem nessas opções?
  • Em quanto tempo devo notar melhora e quando reavaliamos?
  • Quais exames preciso fazer antes de começar?

Perguntas frequentes

Fogacho é sempre sinal de menopausa?

Costuma ser, mas não sempre. Alterações da tireoide, alguns remédios e outras condições também causam calor e suor. Por isso a avaliação médica faz parte do caminho.

Fogachos podem começar antes da última menstruação?

Sim. Eles são comuns na perimenopausa, a fase de transição, quando os ciclos ainda existem mas ficam irregulares.

Terapia hormonal é segura?

Para muitas mulheres saudáveis, principalmente nos primeiros 10 anos depois da última menstruação, a Menopause Society considera que a terapia hormonal pode ser uma opção. A decisão é individual e depende do seu perfil de risco.

Quem teve câncer de mama pode tratar fogachos?

Pode, com plano específico, geralmente com opções sem hormônio e junto com a equipe de oncologia.

Remédio natural resolve?

Os estudos disponíveis, em geral, não mostram benefício consistente de suplementos e fitoterápicos para fogachos. Converse antes de começar qualquer um.

Terapia cognitivo-comportamental funciona mesmo?

Ela não faz o fogacho desaparecer, mas reduz o quanto ele incomoda e melhora o sono. Está entre as opções sem hormônio com melhor nível de evidência.

Referências

  1. The Menopause Society (antiga NAMS). The 2023 nonhormone therapy position statement. Menopause, 2023;30(6):573-590.
  2. NICE. Fezolinetant for treating moderate to severe vasomotor symptoms associated with menopause (TA1143), 2026.
  3. Estudo SWAN. Duração dos sintomas vasomotores da menopausa (3.302 mulheres).
  4. Febrasgo. Conteúdos sobre climatério e menopausa.

Calor e noites sem dormir têm tratamento, e a conversa é mais simples do que parece.
Agende sua avaliação na Clínica Mantelli, no Jardim Paulista.

Agendar pelo WhatsApp (11) 3051-3740

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso é único: procure avaliação individualizada.

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Baixa testosterona: por que a energia e a libido caem no homem https://clinicamantelli.com.br/testosterona-baixa-homem/ https://clinicamantelli.com.br/testosterona-baixa-homem/#respond Tue, 13 Oct 2026 16:17:48 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=13811 Entenda quando a testosterona baixa é a causa de cansaço e queda de libido no homem, como se confirma e o que a medicina oferece.

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Cansaço, desejo em queda e humor pesado nem sempre são “coisa da idade”. Entenda quando a testosterona realmente é o problema, como se confirma e o que a medicina oferece hoje.

Escrito por: Equipe Clínica Mantelli, com base nas fontes científicas listadas ao final
Publicado em: 5 de outubro de 2026  ·  Atualizado em: 5 de outubro de 2026  ·  Leitura: 8 minutos

O essencial em 30 segundos

  • Baixa testosterona (a medicina chama de hipogonadismo, quando os testículos produzem pouco hormônio) é um diagnóstico de dois pés: sintomas e exame de sangue baixo, confirmado mais de uma vez.
  • Os sinais mais comuns são queda do desejo, ereções mais fracas, cansaço, perda de massa muscular e humor rebaixado.
  • Esses mesmos sinais aparecem com sono ruim, obesidade, diabetes, depressão e uso de certos remédios. Por isso, só o exame não basta, e só o sintoma também não.
  • Existe tratamento, mas ele tem riscos e efeitos importantes, inclusive sobre a fertilidade. Não é suplemento para “turbinar” quem tem o hormônio normal.
  • Se o desejo é ter filhos, a conversa precisa acontecer antes de qualquer reposição.

A resposta direta

A energia e a libido caem no homem com baixa testosterona porque esse hormônio ajuda a regular o desejo sexual, a disposição, o humor, a massa muscular e a força dos ossos. Mas muitas outras situações causam os mesmos sintomas, então o diagnóstico exige uma conversa completa, exame de sangue colhido de manhã e, em geral, uma segunda dosagem. Só depois disso se decide, junto com o médico, se há indicação de tratamento.

Neste artigo

O que é a baixa testosterona

A testosterona é o principal andrógeno produzito pelo organismo masculino e participa da regulação da função sexual, composição corporal, massa óssea, produção de glóbulos vermelhos e bem estar. A testosterona é o principal hormônio masculino. Ela é produzida sobretudo nos testículos, sob comando de uma região do cérebro (hipotálamo e hipófise) que “manda o recado” para eles trabalharem. Quando os testículos falham, fala-se em hipogonadismo primário. Quando a falha está no comando cerebral, é o secundário, segundo a Mayo Clinic.

Quão comum é? O maior estudo europeu sobre o tema, o European Male Ageing Study, acompanhou 3.369 homens de 40 a 79 anos e exigiu sintomas sexuais mais exame alterado para fechar o diagnóstico. O resultado: 2,1% no total, mas com enorme diferença por idade, de 0,1% entre 40 e 49 anos até 5,1% entre 70 e 79. Ou seja: sentir-se sem energia aos 45 raramente é só testosterona, e vale investigar o resto.

Essa precisão importa. Em 2026, a Endocrine Society reforçou que o diagnóstico exige sintomas compatíveis e testosterona baixa de forma consistente, medida com exame confiável, e alertou que rótulos vagos como “hipogonadismo do envelhecimento” borram a linha entre doença tratável e envelhecimento normal.

Sintomas: o que é esperado e o que não é

Podem fazer parte do quadro

  • Queda do desejo sexual, com menos pensamentos e vontade de sexo.
  • Ereções mais fracas, sobretudo as da manhã, ao acordar.
  • Cansaço que o descanso não resolve e menos disposição para o treino.
  • Perda de massa muscular e aumento da gordura na barriga.
  • Humor rebaixado, irritabilidade e dificuldade de concentração.
  • Em casos mais prolongados: menos pelos, mamas mais volumosas (ginecomastia) e ossos mais frágeis (osteoporose).
  • Redução das ereções espontâneas e matinais e, em alguns homens, piora da função erétil. É importante lembrar que disfunção erétil isolada frequentemente tem outras causas, especialmente vasculares e metabólicas.

Não são sinais típicos e pedem outra investigação

  • Ronco forte com pausas na respiração durante o sono (pode ser apneia do sono).
  • Tristeza profunda e persistente, com perda de interesse por tudo.
  • Sede excessiva e vontade de urinar o tempo todo (pode ser diabetes).

Os dois grupos se misturam com frequência. Por isso a consulta existe: separar o que é hormônio do que é sono, peso, saúde mental ou remédio.

Por que a testosterona cai

A testosterona diminui aos poucos com a idade, mas isso sozinho raramente explica sintomas importantes. As causas mais citadas são:

  • Obesidade e diabetes tipo 2: a gordura abdominal transforma testosterona em outro hormônio (estrogênio) e atrapalha o comando cerebral.
  • Sono ruim e apneia do sono: boa parte da testosterona é produzida durante a noite.
  • Remédios: opioides, corticoides em uso prolongado e anabolizantes, que “desligam” a produção própria do corpo.
  • Doenças dos testículos: caxumba na vida adulta, traumas, quimioterapia, radioterapia e alterações genéticas.
  • Problemas na hipófise: tumores benignos e outras doenças que reduzem o sinal para os testículos.
  • Álcool em excesso e doenças crônicas do fígado e dos rins.

Veja que várias dessas causas podem ser melhoradas. É por isso que cuidar do peso, do sono e da rotina vem antes, ou junto, de qualquer reposição.

Como se confirma

Segundo a diretriz da Associação Americana de Urologia (AUA, 2024), o diagnóstico exige sintomas e sinais compatíveis e duas dosagens de testosterona total colhidas pela manhã, usando como referência razoável o valor abaixo de 300 ng/dL (nanogramas por decilitro). Um único resultado baixo não basta, porque o hormônio oscila ao longo do dia e muda com doença recente ou noite mal dormida. Sintoma isolado também não basta.

O que esperar na consulta

  • Conversa sobre sintomas, sono, peso, medicações, uso de suplementos ou anabolizantes e vontade de ter filhos.
  • Exame físico, incluindo avaliação dos testículos.
  • Exames de sangue em jejum e pela manhã: testosterona (às vezes a fração livre), e, se estiver baixa, hormônios do comando cerebral (LH e FSH) e prolactina para descobrir a origem.
  • Hemograma e, em homens mais velhos, avaliação da próstata antes de qualquer tratamento.

Opções de cuidado

A tabela mostra os caminhos discutidos na prática urológica. A escolha é individual e depende, principalmente, de a pessoa querer ou não ter filhos.

Opção Como funciona Para quem costuma ser indicada O que considerar
Cuidar do peso, do sono e do exercício Corrige causas que reduzem o hormônio Primeiro passo para praticamente todos Pode normalizar parte dos casos ligados a obesidade e apneia
Rever medicações e substâncias Suspende ou ajusta o que suprime a produção do corpo Quem usa opioides, corticoides ou anabolizantes Sempre com orientação médica, nunca por conta própria
Reposição de testosterona (gel, injeção ou implante) Devolve o hormônio por fora do corpo Diagnóstico confirmado e sem desejo de ter filhos agora Reduz a produção de espermatozoides; exige exames de controle periódicos
Estimular a produção do próprio corpo Medicamentos que ativam o comando cerebral Quem deseja preservar a fertilidade, em casos selecionados Indicação especializada; a AUA orienta evitar reposição direta nesse cenário
Tratar a causa de base Trata doenças da hipófise, diabetes ou a depressão que imitam o quadro Quando a baixa testosterona é consequência de outra doença Pode resolver sem hormônio

O que se sabe sobre segurança evoluiu bastante. No estudo TRAVERSE, publicado no New England Journal of Medicine, com mais de 5.000 homens de 45 a 80 anos com baixa testosterona e risco cardíaco elevado, a reposição não aumentou infartos, AVCs ou mortes de causa cardíaca em comparação ao placebo. Em compensação, houve mais fraturas no grupo tratado (3,5% contra 2,5%), e a reposição melhorou a anemia e a atividade sexual. Resultados assim mostram que a decisão é de benefício e risco pesados caso a caso, não de “sim” ou “não” para todos.

Infográfico com sinais que levantam a suspeita de baixa testosterona, outras causas que imitam os sintomas e os três passos para confirmar o diagnóstico
Procure avaliação agora, sem esperar a próxima consulta de rotina, se você tiver:

  • Dor de cabeça forte e persistente junto com alteração da visão e queda do desejo (pode indicar problema na hipófise).
  • Pensamentos de se machucar ou sensação de que a vida não vale a pena.
  • Dor no peito, falta de ar ou inchaço em uma perna, especialmente durante uso de testosterona.
  • Dor, aumento de volume ou nódulo no testículo.

Prognóstico e vida real

Quando a causa é tratável, como obesidade, apneia do sono ou um remédio, é comum que energia e desejo melhorem junto com ela, sem hormônio. Quando existe deficiência confirmada e a reposição é indicada, o tratamento costuma ser de longo prazo, com consultas e exames de acompanhamento. Interromper por conta própria leva os sintomas de volta e, se o objetivo é engravidar a parceira, o tempo de recuperação da produção de espermatozoides varia de pessoa para pessoa.

Também vale um ponto de honestidade: a queda de desejo raramente tem uma causa só. Estresse, relacionamento, ansiedade e cansaço do dia a dia entram na conta, e o homem merece ser ouvido por inteiro, sem que tudo vire “falta de hormônio”. Homens e casais fazem parte desse cuidado, e conversar sobre o assunto é o primeiro passo para resolvê-lo.

Perguntas para levar à consulta

  • Meus sintomas combinam com baixa testosterona ou podem ter outra explicação?
  • Quais exames preciso fazer e em que horário devo colher?
  • Meu peso, meu sono ou algum remédio que uso podem estar influenciando?
  • Se eu quiser ter filhos agora ou no futuro, o que muda no tratamento?
  • Quais são os riscos e benefícios da reposição no meu caso?
  • De quanto em quanto tempo faremos os exames de acompanhamento?

Perguntas frequentes

Todo homem perde testosterona com a idade?

O hormônio tende a diminuir de forma lenta, mas a maioria dos homens mantém níveis suficientes. A doença, com sintomas e exame alterado, é bem menos comum do que se imagina.

Um exame de sangue baixo já fecha o diagnóstico?

Não. É preciso repetir a dosagem pela manhã e ter sintomas compatíveis. Um valor isolado pode refletir uma noite mal dormida ou uma doença recente.

Reposição de testosterona afeta a fertilidade?

Sim, pode reduzir muito a produção de espermatozoides. Quem pretende ter filhos precisa conversar sobre alternativas antes de começar.

Testosterona causa câncer de próstata?

Os dados atuais não mostram que cause, mas o hormônio pode estimular um tumor já existente. Por isso a próstata é avaliada antes e durante o acompanhamento.

Suplementos de venda livre resolvem?

Produtos “boosters” não têm comprovação consistente para tratar deficiência e podem esconder o problema real. E anabolizantes podem desligar a produção natural do corpo.

Mulheres também têm testosterona?

Sim, em quantidades menores, e ela contribui para desejo e disposição. Esse tema tem avaliação própria e não segue os valores deste artigo, que trata da saúde do homem.

Referências

  1. American Urological Association. Evaluation and Management of Testosterone Deficiency (2024).
  2. Endocrine Society. Statement on testosterone replacement therapy (2026).
  3. Mayo Clinic. Male hypogonadism: symptoms and causes.
  4. Tajar A, et al. Characteristics of androgen deficiency in late-onset hypogonadism: European Male Aging Study (EMAS).
  5. Lincoff AM, et al. Cardiovascular Safety of Testosterone-Replacement Therapy (TRAVERSE). N Engl J Med, 2023.
  6. Sociedade Brasileira de Urologia. Portal da Urologia: saúde do homem.

Energia e desejo em queda merecem uma conversa, não uma suposição.
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Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso é único: procure avaliação individualizada.

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Perda de urina ao tossir ou rir: quando dá para tratar sem cirurgia https://clinicamantelli.com.br/incontinencia-urinaria-esforco-tratamento/ https://clinicamantelli.com.br/incontinencia-urinaria-esforco-tratamento/#respond Mon, 28 Sep 2026 16:51:24 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=13785 Perda de urina ao tossir, rir ou fazer esforço tem causa identificável e, na maioria dos casos, tratamento sem cirurgia: tecnologia a laser (Vita Control) e fisioterapia pélvica vêm primeiro.

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Perder urina ao tossir, rir ou pular não é uma fase nem um detalhe da idade. Tem nome, tem causa e, na maioria dos casos, tem tratamento sem cirurgia. Veja como funciona.

Escrito por: Equipe Clínica Mantelli, com base nas fontes científicas listadas ao final
Publicado em: 28 de setembro de 2026  ·  Atualizado em: 28 de setembro de 2026  ·  Leitura: 7 minutos

O essencial em 30 segundos

  • Perder pequenas quantidades de urina ao tossir, rir, espirrar ou fazer esforço físico é o que a medicina chama de incontinência urinária de esforço.
  • É muito mais comum do que se fala: estudos indicam que cerca de 1 em cada 3 mulheres adultas já teve algum episódio de perda de urina.
  • Não é uma consequência inevitável da idade, do parto ou da menopausa: é uma condição com causa física identificável e tratamento.
  • O tratamento costuma começar por caminhos não cirúrgicos, como a tecnologia a laser do protocolo VITA Control, do Núcleo de Saúde e Estética Íntima Feminina de Mantelli VITA e a fisioterapia do assoalho pélvico, com boa resposta na maioria dos casos leves e moderados.
  • A cirurgia existe como opção, mas fica reservada para casos extremos, quando o tratamento conservador não foi suficiente.

A resposta direta

A incontinência urinária de esforço acontece quando a musculatura e os ligamentos que sustentam a bexiga e a uretra perdem parte da força, deixando escapar urina em momentos de pressão abdominal, como tossir, rir, espirrar ou levantar peso. Na maior parte dos casos, o tratamento começa sem cirurgia: tecnologia a laser para fortalecimento do assoalho pélvico, como o protocolo VITA Control de Mantelli VITA, associada, em alguns casos, à fisioterapia pélvica e ajustes de hábitos. A cirurgia fica guardada para casos extremos, quando essas medidas não resolvem o suficiente.

Neste artigo

O que é a incontinência urinária de esforço

A incontinência urinária de esforço é a perda involuntária de urina que acontece quando algo aumenta a pressão dentro do abdômen, como tossir, rir, espirrar, correr, pular ou levantar um peso. Ela é diferente da incontinência de urgência, aquela vontade repentina e quase impossível de segurar antes de chegar ao banheiro, embora as duas possam acontecer juntas (nesse caso, chamada de incontinência mista).

O dado que vale guardar: isso não é raridade. Levantamentos citados pela Sociedade Brasileira de Urologia mostram que a incontinência urinária afeta uma parcela expressiva das mulheres adultas, com prevalência que aumenta após a gravidez, o parto vaginal e a menopausa. Homens também podem apresentar o quadro, com menor frequência e geralmente ligado a cirurgias da próstata. Apesar de comum, é um assunto pouco falado: muitas mulheres convivem anos com pequenos escapes antes de procurar ajuda, por vergonha ou por acreditar que “é assim mesmo depois de ter filho” ou “depois de uma certa idade”.

Sintomas: o que é esperado e o que não é?

Faz parte do quadro

  • Perda de pequenas quantidades de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço físico.
  • Escape ao levantar peso, pular, correr ou praticar atividades de impacto.
  • Sensação de fraqueza ou “afrouxamento” na região pélvica, principalmente depois do parto.
  • Necessidade de usar protetor íntimo por precaução, mesmo em dias comuns.

NÃO faz parte do quadro

  • Dor ao urinar ou sangue na urina.
  • Perda total do controle urinário, sem relação com esforço.
  • Febre associada aos sintomas urinários.
  • Dor pélvica intensa e constante.

Esses sinais podem indicar infecção urinária ou outra condição que precisa de avaliação própria, sem esperar.

Por que acontece?

O assoalho pélvico é o conjunto de músculos e ligamentos que sustenta a bexiga, o útero e o intestino, funcionando como uma rede que segura esses órgãos no lugar e controla a saída de urina. Quando essa estrutura enfraquece ou se distende além da conta, a uretra perde parte do fechamento necessário para conter a urina sob pressão.

As situações que mais contribuem para esse enfraquecimento incluem gravidez e parto vaginal (o principal fator de risco em mulheres jovens), a queda de estrogênio na menopausa (que afina os tecidos da região), obesidade, tosse crônica, constipação intestinal de longa data, esforço físico repetitivo e cirurgias pélvicas prévias. Em homens, a causa mais comum é a cirurgia de retirada da próstata. Vale reforçar: ter um ou mais desses fatores não significa que o tratamento não vai funcionar, apenas ajuda a entender a origem do problema.

Como é a avaliação no consultório?

A avaliação começa com uma conversa detalhada sobre quando as perdas acontecem, com que frequência e em que situações, além do exame físico da região pélvica. Em muitos casos, esses dois passos já são suficientes para confirmar que se trata de incontinência de esforço. Dependendo do quadro, o médico pode solicitar exame de urina para descartar infecção, ultrassom ou, em situações mais específicas, um estudo urodinâmico, que mede como a bexiga e a uretra se comportam durante o enchimento e o esforço. Esse exame não é necessário para todo mundo: a decisão é individual.

Tratamentos comparados

A tabela reúne as opções mais usadas hoje, na ordem em que costumam ser propostas: os caminhos não cirúrgicos vêm primeiro, e a cirurgia aparece por último, reservada para casos extremos.

Opção Como funciona Para quem costuma ser indicada O que considerar
Tecnologia a laser (protocolo VITA Control, Mantelli VITA) Laser DuoGlide que fortalece o assoalho pélvico, ajudando a restaurar controle, confiança e bem-estar íntimo Primeira linha para quem busca uma opção não cirúrgica e sem tempo de recuperação Protocolo com recomendação de 3 sessões, 1 vez por mês; resultado avaliado caso a caso
Fisioterapia do assoalho pélvico Fortalece a musculatura que sustenta bexiga e uretra, com exercícios guiados e, quando indicado, biofeedback Primeira linha para a maioria dos casos leves e moderados, isolada ou associada à tecnologia a laser Exige regularidade; resultado costuma aparecer em semanas de acompanhamento
Mudanças de hábito Controle de peso, tratamento da tosse crônica e da constipação, ajuste na ingestão de líquidos Complemento em praticamente todos os casos Reduz a pressão extra sobre o assoalho pélvico
Pessário ou dispositivos de suporte Dispositivo inserido na vagina que apoia a uretra durante o esforço Quem prefere evitar cirurgia ou aguarda outro tratamento (como pós-parto) Precisa de ajuste e acompanhamento médico
Medicação Em casos selecionados, auxilia no controle dos sintomas Situações específicas, avaliadas caso a caso Não é a primeira opção para incontinência de esforço isolada
Cirurgia (como o sling de uretra) Cria um suporte permanente para a uretra Reservada para casos extremos, quando o tratamento conservador não trouxe resposta suficiente Procedimento consolidado, com boas taxas de sucesso quando bem indicado, mas não é o ponto de partida

Procure avaliação agora, sem esperar a próxima consulta de rotina, se você tiver:

  • Sangue na urina.
  • Dor ao urinar acompanhada de febre.
  • Perda total e repentina do controle urinário, sem relação com esforço.
  • Dor pélvica intensa e persistente.

Infográfico sobre os 6 caminhos de tratamento para incontinência urinária do mais simples ao mais raro.

Prognóstico e vida real

A grande maioria das mulheres com incontinência urinária de esforço leve a moderada tem melhora consistente com tratamento conservador, como a tecnologia a laser do protocolo VITA Control e a fisioterapia pélvica bem conduzida, sem precisar de cirurgia. O ponto importante é a constância: assim como qualquer treino muscular, o resultado depende de manter o protocolo pelo tempo indicado, mesmo depois que a melhora aparece. A cirurgia só entra no horizonte nos casos extremos, quando esse caminho conservador foi tentado e não trouxe o controle necessário. É importante ressaltar que as técnicas atuais têm taxas de sucesso altas e rápida recuperação.

Perguntas para levar à consulta

  • Meu caso é de esforço, urgência ou misto?
  • Posso começar com tecnologia a laser (Vita Control) e fisioterapia pélvica antes de pensar em outras opções?
  • Existe algo no meu histórico (parto, cirurgia, tosse crônica) que esteja contribuindo?
  • Em quanto tempo devo esperar sentir diferença com o tratamento conservador?
  • Se eu não melhorar, quais são os próximos passos?

Perguntas frequentes

Perder urina depois de ter filho é normal e passa sozinho?

É comum logo após o parto, mas não deveria ser algo permanente nem “aceito como normal”. Quando os episódios continuam além do período de recuperação, vale procurar avaliação: o protocolo VITA Control traz de volta a sua segurança, confiança e qualidade de vida.

Incontinência urinária tem cura?

Na maioria dos casos de esforço leve a moderado, sim, o controle é recuperado com tratamento conservador, como tecnologia a laser e fisioterapia pélvica. Em casos extremos, quando essas opções não são suficientes, a cirurgia oferece resultados consolidados e duradouros.

Só quem já teve filho pode ter incontinência de esforço?

Não. A gravidez e o parto vaginal são fatores de risco importantes, mas a menopausa, a obesidade, a tosse crônica e cirurgias pélvicas também contribuem, inclusive em mulheres sem filhos e em homens.

Fisioterapia pélvica funciona mesmo ou é só relaxamento muscular?

Funciona: revisões de estudos mostram que o treinamento supervisionado do assoalho pélvico reduz significativamente os episódios de perda em mulheres com incontinência de esforço. O ganho depende de frequência e orientação adequada, por isso o acompanhamento profissional faz diferença.

Quando a cirurgia é realmente necessária?

Apenas em casos extremos, quando o tratamento conservador (tecnologia a laser, fisioterapia pélvica e as demais opções) foi bem conduzido por tempo suficiente e ainda assim não trouxe o controle necessário. É a minoria dos casos, e a decisão é sempre conversada, nunca automática.

Homens também podem ter incontinência de esforço?

Podem, com menor frequência, principalmente após cirurgia de próstata. A avaliação e as opções de tratamento seguem a mesma lógica: tratamento conservador primeiro, cirurgia apenas em casos extremos.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Conteúdos sobre incontinência urinária.
  2. Febrasgo. Conteúdos sobre saúde pélvica e assoalho pélvico.
  3. Cochrane Database of Systematic Reviews. Pelvic floor muscle training for urinary incontinence in women.

Perder urina ao tossir ou rir tem tratamento, e ele geralmente começa sem cirurgia.
Agende sua avaliação na Clínica Mantelli, no Jardim Paulista.

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Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso é único: procure avaliação individualizada.

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Lipedema no Verão: Por Que o Calor Agrava a Dor e o Inchaço e Como Tratar Antes da Próxima Estação https://clinicamantelli.com.br/lipedema-no-verao-por-que-o-calor-agrava-a-dor-e-o-inchaco-e-como-tratar-antes-da-proxima-estacao/ Fri, 07 Nov 2025 20:22:23 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=11824 Chega de sofrer com Lipedema no verão. Entenda os sintomas agravados pelo calor e conheça o tratamento especializado com Nutrologia.

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Se você tem Lipedema, o verão não significa apenas praia e sol. Significa piora no inchaço, pernas pesadas e uma dor que te faz repensar o uso de shorts ou biquínis. Você não está sozinha.

Enquanto a maioria das pessoas se preocupa apenas em “perder peso”, quem tem Lipedema sabe que a gordura que se acumula nas pernas e braços é diferente: ela é inflamatória e dolorosa. Estamos a alguns dias do ápice do verão. É o momento exato para agir. Neste artigo, você entenderá por que o calor é um inimigo do Lipedema e, o mais importante, como um tratamento especializado e 360º pode te dar a leveza e a confiança que você sempre sonhou para esta estação.

O Diagnóstico Que Muda Tudo

O Lipedema (ou Adipose Dolorosa) é uma doença crônica e progressiva que atinge quase exclusivamente mulheres. Não é excesso de peso comum. É o acúmulo desproporcional e simétrico de gordura, principalmente nas pernas e quadris, que não responde a dietas ou exercícios convencionais.

💡 A Diferença Crucial: Enquanto a obesidade é um acúmulo de gordura normal, o Lipedema é uma gordura com alto teor inflamatório. É essa inflamação que causa dor ao toque, inchaço e a famosa sensibilidade que te deixa com hematomas facilmente. É uma doença, e não uma falha de força de vontade.

Sintomas Que Você Não Deve Ignorar

Se você se identifica com mais de um destes sinais, a avaliação médica é urgente:

  • Dor ou sensibilidade ao toque nas pernas e braços.
  • Sensação de pernas pesadas ou cansadas (principalmente ao final do dia).
  • Inchaço que piora com o calor.
  • Acúmulo de gordura disforme que vai até os tornozelos, mas poupa os pés (o famoso “sinal do manguito”).
  • Aparecimento fácil de manchas roxas (hematomas).

O Inimigo Silencioso: Por Que o Lipedema Piora no Calor

O sol e as altas temperaturas do verão desencadeiam uma cascata de eventos que agravam seus sintomas:

  1. Vasodilatação Extrema: O calor faz os vasos sanguíneos se dilatarem (vasodilatação) para resfriar o corpo. Isso aumenta a permeabilidade dos vasos, fazendo com que mais líquido vaze para o tecido.

  2. Sobrecarga Linfática: Com mais líquido vazando, o sistema linfático – que já pode estar comprometido pelo Lipedema – fica sobrecarregado. O resultado é o inchaço intenso, que vem acompanhado de mais dor e sensação de peso.

  3. Aumento da Inflamação: O calor pode intensificar a liberação de substâncias inflamatórias pela gordura do Lipedema, transformando dias de calor em dias de sofrimento.

O Ciclo Vicioso: Mais calor -> Mais inchaço -> Mais dor -> Menos mobilidade -> Piora na qualidade de vida.

Quebrar este ciclo é a chave para um verão feliz.

O Projeto Verão: A Solução 360º Para o Lipedema

Chegar ao verão com leveza, sem dor e com a autoestima renovada exige um plano de ataque especializado. A solução para o Lipedema é sempre multidisciplinar e deve focar no controle da inflamação e na remoção da gordura doente.

Na Clínica Mantelli, nossas especialistas – a Dra. Maira e a Dra. Cristiane – desenham um protocolo de transformação que não é apenas estético, é de saúde total:

Pilares do Tratamento Antes do Verão:

  • Nutrologia de Precisão: Foco total no controle da inflamação sistêmica (que piora com o calor) e otimização do metabolismo.

  • Abordagens Corporais Especializadas: Protocolos avançados para aliviar o inchaço, melhorar a circulação e preparar o tecido.

  • Comprometimento 360º: Um olhar completo para a sua saúde vascular e hormonal, garantindo resultados que não são temporários.

Não Deixe Seu Verão Passar Pela Dor e o Inchaço

O tempo é o seu recurso mais valioso agora. O tratamento do Lipedema exige um planejamento que leva tempo para desinflamar e preparar seu corpo.

Não espere a dor piorar com o calor. Dê o primeiro passo para o seu verão de shorts e biquíni sem medo.

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Conheça as mudanças da vagina na menopausa! https://clinicamantelli.com.br/conheca-as-mudancas-da-vagina-na-menopausa-2/ https://clinicamantelli.com.br/conheca-as-mudancas-da-vagina-na-menopausa-2/#respond Fri, 31 Jan 2025 14:50:35 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=10117 Entre os 45 e 55 anos, o corpo feminino passa por diversas transformações marcadas pela menopausa.  Uma das áreas do corpo que sofrem tais mudanças é a vagina, que, por consequência do declínio nos níveis de estrogênio, experimenta uma série de alterações físicas. Essas mudanças podem resultar em sintomas desconfortáveis, como secura vaginal e infecções […]

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Entre os 45 e 55 anos, o corpo feminino passa por diversas transformações marcadas pela menopausa. 

Uma das áreas do corpo que sofrem tais mudanças é a vagina, que, por consequência do declínio nos níveis de estrogênio, experimenta uma série de alterações físicas.

Essas mudanças podem resultar em sintomas desconfortáveis, como secura vaginal e infecções do trato urinário.

Estas alterações, outrora referidas como atrofia vaginal, são agora conhecidas como síndrome geniturinária da menopausa (SGUM), uma condição que afeta mais da metade das mulheres na pós-menopausa.

Apesar de tudo, há boas notícias! Essas mudanças podem ser tratadas e até revertidas. No artigo abaixo, detalhamos as principais alterações para que você possa entender melhor esse processo.

Mudanças da vagina na menopausa

Na pré-menopausa, a vagina tem uma parede espessa composta por dobras rugosas. Essas dobras permitem que a vagina se expanda para acomodar um bebê durante o parto ou um pênis durante o ato sexual.

Contudo, durante a menopausa, muitas mulheres experimentam um afinamento desta camada. Além disso, essas dobras estreitas se achatam, limitando a expansão da vagina.

O resultado dessas mudanças é que a penetração pode se tornar dolorosa, mesmo quando a mulher está excitada.

A sensação é de que algo está rasgando a entrada da vagina. A mulher pode sentir dor, ardência, queimação e até apresentar fissuras com sangramento.

Se o sexo é particularmente desconfortável, pode existir um problema perto da abertura da vagina. Além disso, pode haver irritação ou queimação vaginal em geral.

Para melhorar o conforto durante a relação sexual ou aliviar a secura, você pode experimentar o uso de lubrificantes ou hidratantes vaginais.

Se essas opções não forem eficazes, pode ser necessário conversar com o seu médico sobre alternativas como a terapia de reposição hormonal, laser vaginal e fisioterapia pélvica. 

Pode ser incômodo fazer xixi

Sentindo ardência ao urinar? Você não está sozinha! Os tecidos que revestem a vagina e a uretra são semelhantes, pois ambos possuem receptores de estrogênio.

Quando os níveis de estrogênio diminuem, esses tecidos começam a secar, proporcionando um ambiente favorável para a proliferação de bactérias “ruins”.

Isso pode resultar em infecções do trato urinário. Beber muita água e urinar regularmente são bons hábitos para evitar esses desconfortos.

A vulva fica diferente

A menopausa desencadeia alterações não apenas na vagina, mas também na aparência da vulva. É comum observar um afinamento e achatamento dos pequenos lábios.

Com o passar do tempo, algumas mulheres podem até perder completamente os pequenos lábios.

Vale ressaltar que, durante uma consulta, é importante que o médico avalie tanto a parte interna da vagina quanto a área externa.

O microbioma da vagina pode mudar

Não é raro que o pH vaginal altere com a menopausa. O pH vaginal saudável é baixo, porém, à medida que a mulher desenvolve a síndrome geniturinária da menopausa, esse pH tende a aumentar.

Essa mudança pode alterar o microbioma vaginal (uma rede de bactérias), levando a um aumento do risco de infecções vaginais.

Uma alternativa para diminuir os níveis de pH e promover as “boas” bactérias vaginais pode ser o uso de estrogênio vaginal.

Leia também::: Congelamento de óvulos: como funciona

Não deixe sua autoestima de lado

Apesar das mudanças da vagina na menopausa, no corpo e mente como um todo, é crucial não deixar que isso afete sua autoestima.

Como mencionamos, várias das alterações corporais podem ser tratadas, permitindo uma melhor qualidade de vida.

Aqui na Clínica Mantelli, temos uma equipe de profissionais altamente qualificados prontos para atender mulheres em todas as fases de suas vidas. Não importa qual seja a sua idade ou quais desafios de saúde você possa estar enfrentando, estamos aqui para fornecer o atendimento e apoio necessários para garantir seu bem-estar e conforto.

Não hesite em entrar em contato conosco para discutir suas preocupações e opções de tratamento para as mudanças na vagina na menopausa. Estamos aqui para ajudar e orientar você em cada passo do caminho.

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Como a idade afeta a fertilidade? https://clinicamantelli.com.br/como-a-idade-afeta-a-fertilidade-2/ https://clinicamantelli.com.br/como-a-idade-afeta-a-fertilidade-2/#respond Fri, 24 Jan 2025 15:43:08 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=10094 A idade é um fator que pode influenciar muito na fertilidade. Hoje em dia com a presença de tecnologias avanças é muito mais fácil ter um controle sobre engravidar ou não, porém, o fator idade é incontrolável. Por esse motivo, no post de hoje falaremos sobre como a idade afeta a fertilidade! Vamos lá? Qual […]

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A idade é um fator que pode influenciar muito na fertilidade. Hoje em dia com a presença de tecnologias avanças é muito mais fácil ter um controle sobre engravidar ou não, porém, o fator idade é incontrolável. Por esse motivo, no post de hoje falaremos sobre como a idade afeta a fertilidade! Vamos lá?

Qual o momento certo para engravidar?

Naturalmente, a idade afeta a fertilidade, pois a fertilidade tende a diminuir conforme o avanço da idade. Deixar para ter um filho mais tarde é uma opção muito comum, porém junto dela vem a diminuição da probabilidade de engravidar e também o aumento da possibilidade de complicações. Mas apesar de tudo isso, não há uma idade exata melhor para engravidar, cada casal saberá qual o melhor momento para este acontecimento. Se você tem mais de 30 ou 40 anos, saiba que é possível ter uma gravidez sem complicações e um bebê saudável apesar da idade.

Clique e veja: Excesso de peso atrapalha a gravidez?

Fertilidade X Idade

20 anos – Com essa idade, é quando as mulheres têm maior chance de engravidar, pois é o momento de maior fertilidade. Na casa dos 20 anos, a mulher possui maior quantidade de óvulos de boa qualidade, e também possui menos riscos para complicações.

30 anos – A partir dos 30 anos, a fertilidade começa a diminuir gradualmente, e após os 35 essa queda se acentua. As mulheres nascem com cerca de um milhão de óvulos, que vão sendo perdidos a cada ciclo menstrual. Com cerca de 37 anos, o número de óvulos cai para cerca de 25 mil. Além disso, com essa idade os riscos de complicações aumentam, sendo comum os médicos pedirem exames médicos adicionais.

40 anos – Aos 40 anos, a queda nas chances de engravidar se acentuam. As chances de engravidar com 3 meses de tentativas são de somente 7%. Além de diminuir a quantidade de óvulos, nessa idade a qualidade deles também diminui, aumentando as chances de defeitos congênitos e outras complicações.

Veja também: Cuidados ao suplementar ácido fólico na gravidez

Engravidar mais tarde

Se você tem mais de 35 anos e tenta engravidar há pelo menos 6 meses, é indicado que você consulte com um especialista em reprodução. Este especialista será capaz de verificar se há algum problema e propor possíveis soluções. Existem medicamentos e técnicas que estimulam a produção de óvulos, e que podem ajudar neste momento.

A gravidez é um momento único e especial na vida de uma mulher, e nós da Clínica Mantelli auxiliamos para que ela seja o mais segura e saudável possível.  A clínica conta com uma equipe de profissionais especializados e qualificados para melhor lhe atender. Entre em contato conosco e agende sua consulta!

 

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Implantes hormonais: mitos e verdades https://clinicamantelli.com.br/implantes-hormonais-mitos-e-verdades-2/ https://clinicamantelli.com.br/implantes-hormonais-mitos-e-verdades-2/#respond Fri, 17 Jan 2025 19:35:48 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=10069 Se você tem dúvidas sobre os implantes hormonais, não se preocupe, você não está sozinha! Algo ainda relativamente novo no meio médico, eles costumam despertar muitas incertezas! Esses dispositivos, muitas vezes chamados erroneamente de “chips da beleza”, têm diversos benefícios, como ação anticoncepcional, redução de cólicas menstruais e dos sintomas da TPM, alívio dos sintomas […]

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Se você tem dúvidas sobre os implantes hormonais, não se preocupe, você não está sozinha! Algo ainda relativamente novo no meio médico, eles costumam despertar muitas incertezas!

Esses dispositivos, muitas vezes chamados erroneamente de “chips da beleza”, têm diversos benefícios, como ação anticoncepcional, redução de cólicas menstruais e dos sintomas da TPM, alívio dos sintomas da menopausa e suspensão da menstruação em pacientes com endometriose e adenomiose. 

No entanto, muitas incertezas ainda circundam os implantes hormonais. Neste artigo, vamos abordar os mitos e verdades sobre eles.

O que são os implantes hormonais?

Antes de nos aprofundarmos em mitos e verdades, vamos explicar o que são os implantes hormonais.

Os implantes hormonais contêm substâncias que são liberadas na corrente sanguínea de forma contínua, substituindo outras vias de terapia hormonal, como a pílula, gel, adesivo e injetáveis. 

Eles possuem o formato de um tubo com cerca de 3 cm a 5 cm, sendo feitos de silástico (um material similar à borracha que também é muito utilizado em próteses).

A dose do hormônio é liberada de forma gradual e controlada, desse modo, os efeitos colaterais são menores. 

Existem implantes com finalidades contraceptivas e outros para terapia de reposição hormonal e bloqueio da menstruação. 

A ação depende do tipo de hormônio escolhido e da dose utilizada. A duração pode variar desde seis meses a três anos (dependendo do tipo).

Mitos e verdades sobre implantes hormonais

Agora que temos uma compreensão clara do que são os implantes hormonais, vamos examinar alguns mitos e verdades comuns!

Mito: Os implantes causam efeitos colaterais.

Verdade! Algumas mulheres experimentam efeitos colaterais dos implantes. É comum, mas não prejudicial, experimentar mudanças nos padrões de sangramento menstrual. Outros efeitos colaterais podem incluir dor abdominal, dores de cabeça, sensibilidade mamária, acne e queda de cabelo.

Importante saber que os efeitos dependem também do perfil de cada paciente, estilo de vida e dose utilizada. Por isso, o implante deve ser indicado com cautela. Para o perfil de pacientes certos, trará muitos benefícios. Se for indicado para o paciente que não se enquadra no perfil, trará muitos efeitos colaterais. 

Mito: Os efeitos colaterais não desaparecem com o tempo

Falso! Na verdade, os efeitos colaterais geralmente diminuem com o tempo, especialmente nos primeiros meses a um ano de uso. No entanto, é sempre importante discutir qualquer sintoma persistente com seu médico.

Mito: A inserção do implante é dolorosa.

Falso! A inserção é feita com anestesia local para evitar qualquer desconforto. Embora a injeção da anestesia possa arder um pouco, a mulher permanece acordada durante o rápido procedimento, que geralmente leva poucos minutos. A incisão é bem pequena e na maioria dos casos, não deixa uma cicatriz visível. Pode ser colocado no glúteo e, alguns tipos, no braço. 

Mito: Os implantes causam infertilidade

Falso! A ação dos implantes cessa assim que são removidos e seus hormônios não permanecem no corpo da mulher. A capacidade de engravidar não é afetada pelo uso de implantes, embora a fertilidade diminua naturalmente com a idade da mulher.

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O que são e quais os benefícios das terapias injetáveis? https://clinicamantelli.com.br/o-que-sao-e-quais-os-beneficios-da-terapias-injetaveis/ https://clinicamantelli.com.br/o-que-sao-e-quais-os-beneficios-da-terapias-injetaveis/#respond Fri, 10 Jan 2025 17:09:12 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=10040 O universo da medicina está em constante evolução. Tratamentos outrora limitados a pílulas e cirurgias estão dando lugar a técnicas mais sofisticadas, mais eficazes e, muitas vezes, menos invasivas.  No centro dessa inovação, as terapias injetáveis têm se destacado como uma alternativa potente para uma variedade de condições médicas e de bem-estar. Mas o que […]

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O universo da medicina está em constante evolução. Tratamentos outrora limitados a pílulas e cirurgias estão dando lugar a técnicas mais sofisticadas, mais eficazes e, muitas vezes, menos invasivas. 

No centro dessa inovação, as terapias injetáveis têm se destacado como uma alternativa potente para uma variedade de condições médicas e de bem-estar. Mas o que são, exatamente, essas terapias? E quais benefícios elas oferecem?

Você já deve ter ouvido falar em injeções de vitaminas, hormônios e até mesmo medicamentos mais complexos que são administrados diretamente na corrente sanguínea. 

Essa é a essência das terapias injetáveis: uma forma de entrega direta que visa otimizar a absorção e a eficácia dos nutrientes ou medicamentos administrados.

Ficou curioso? Ótimo! Prepare-se para mergulhar no fascinante mundo das terapias injetáveis. No artigo que preparamos abaixo, abordaremos aspectos fisiológicos e biológicos envolvidos em todo o processo, explicando como elas agem no corpo e quais benefícios podem trazer para a sua saúde e bem-estar.

O que são terapias injetáveis?

As terapias injetáveis consistem na administração de substâncias diretamente no corpo através de uma agulha e seringa. Este método de entrega pode ser realizado através de várias vias, como intravenosa, intramuscular ou subcutânea. A substância injetada pode variar de vitaminas a medicamentos, dependendo do tratamento em questão.

Quando falamos em aspectos fisiológicos, o que está em jogo aqui é a “biodisponibilidade”, ou seja, a proporção de uma substância que entra na circulação quando introduzida no corpo e está disponível para uso ou armazenamento. 

Terapias injetáveis têm uma biodisponibilidade quase imediata e total, o que significa que elas agem mais rapidamente e de forma mais eficaz do que outras formas de administração.

No campo biológico, a entrega direta de substâncias na corrente sanguínea evita o “efeito de primeira passagem”. Esse é um fenômeno que ocorre quando substâncias administradas oralmente passam pelo sistema digestivo e pelo fígado antes de chegar à circulação sistêmica, sendo parcialmente metabolizadas e, assim, perdendo parte de sua eficácia.

Vantagens em relação à reposição oral

Agora, você pode estar se perguntando: por que optar por terapias injetáveis quando pílulas ou suplementos orais estão disponíveis e são mais fáceis de administrar? A resposta reside em algumas vantagens significativas:

  • Alta Biodisponibilidade: Como mencionado, a biodisponibilidade de terapias injetáveis é quase sempre superior à das formas orais. Isso garante que uma maior quantidade da substância atinja seu destino no corpo.
  • Rapidez de Ação: Terapias injetáveis agem quase imediatamente, o que pode ser crucial em casos que exigem alívio rápido de sintomas.
  • Menor Carga para o Sistema Digestivo: Medicamentos orais podem irritar o sistema gastrointestinal e precisam ser metabolizados pelo fígado, o que nem sempre é ideal.
  • Administração Precisa: A dosagem é mais controlada, minimizando o risco de sobredosagem ou subdosagem, o que é especialmente útil em terapias hormonais ou no tratamento de condições médicas delicadas.

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Conheça as terapias injetáveis aqui da Clínica Mantelli

As terapias injetáveis representam um avanço significativo no campo da medicina moderna, oferecendo uma entrega mais eficaz e precisa de uma ampla gama de substâncias. 

Com alta biodisponibilidade e rápida ação, elas estão se tornando uma escolha preferencial para diversos tratamentos. Seja você um paciente buscando opções mais eficazes ou um profissional da saúde querendo expandir seu repertório de tratamentos, vale a pena explorar o que as terapias injetáveis têm a oferecer.

Lembre-se, no entanto, que enquanto oferecem muitos benefícios, elas devem ser administradas por profissionais qualificados. Portanto, consulte sempre seu médico para determinar qual é o tratamento mais adequado para você. 

Aqui na Clínica Mantelli, estamos sempre prontos para ajudá-lo em sua jornada de saúde e bem-estar. Entre em contato para saber mais sobre nossas terapias injetáveis!

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Qual a relação entre vitamina D e fertilidade? https://clinicamantelli.com.br/qual-a-relacao-entre-vitamina-d-e-fertilidade/ https://clinicamantelli.com.br/qual-a-relacao-entre-vitamina-d-e-fertilidade/#respond Fri, 13 Dec 2024 19:55:29 +0000 https://clinicamantelli.com.br/?p=10027 Vitamina D e fertilidade são termos que têm ganhado destaque nos últimos anos. Quando se trata de manter a saúde e o bem-estar, a nutrição desempenha um papel crítico.  Alimentar nosso corpo com os nutrientes certos não só melhora nossa saúde geral, mas também pode ter um impacto significativo em aspectos específicos, como a fertilidade. […]

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Vitamina D e fertilidade são termos que têm ganhado destaque nos últimos anos. Quando se trata de manter a saúde e o bem-estar, a nutrição desempenha um papel crítico. 

Alimentar nosso corpo com os nutrientes certos não só melhora nossa saúde geral, mas também pode ter um impacto significativo em aspectos específicos, como a fertilidade. Isso é especialmente relevante para casais que estão tentando conceber.

Para explicar essa relação entre vitamina D e fertilidade, preparamos o artigo abaixo. Siga a leitura e tire suas dúvidas agora mesmo!

O que é Vitamina D?

Embora o termo “vitamina D” seja comumente usado, é importante reconhecer que a vitamina D é, na verdade, um hormônio. 

Ela é fundamental para várias funções no corpo, incluindo a absorção de cálcio, que é essencial para o desenvolvimento e manutenção de ossos saudáveis. 

Além disso, a vitamina D desempenha um papel significativo no sistema imunológico e na regulação da inflamação. Mas o que muitos não sabem é como a vitamina D pode afetar a fertilidade.

O papel da vitamina D na fertilidade

A vitamina D tem sido estudada por seu impacto potencial na fertilidade, tanto em homens quanto em mulheres. Existem estudos que encontraram uma correlação positiva entre os níveis de vitamina D e a taxa de sucesso em tratamentos de fertilidade. 

Ou seja, estes estudos sugerem que mulheres com níveis adequados de vitamina D têm maior probabilidade de engravidar em comparação com aquelas com deficiência de vitamina D.

Do ponto de vista fisiológico, a vitamina D afeta a produção e regulação de hormônios sexuais em homens e mulheres. 

Em mulheres, a vitamina D pode ajudar a regular os ciclos menstruais e melhorar a qualidade dos óvulos. Em homens, pode aumentar a contagem de espermatozoides e sua motilidade.

Fontes de vitamina D e absorção pela luz solar

As principais fontes de vitamina D são a exposição à luz solar e a ingestão de certos alimentos. A vitamina D é frequentemente chamada de “vitamina do sol” porque nosso corpo pode produzi-la quando nossa pele é exposta à luz solar. 

Além disso, a exposição ao sol por cerca de 10 a 30 minutos, algumas vezes por semana, pode ser suficiente para produzir vitamina D. O melhor horário para a exposição ao sol é geralmente entre as 10h e as 15h. 

No entanto, diversos fatores como cor da pele, localização geográfica e uso de protetor solar podem afetar a capacidade do corpo de produzir vitamina D a partir da luz solar.

Além da luz solar, a vitamina D está presente em alimentos como: 

  • Gema de ovo
  • Atum
  • Salmão
  • Bife de fígado
  • Fígado de galinha
  • Tilápia
  • Óleo de Fígado de Bacalhau
  • Óleo de Salmão
  • Ostras Cruas
  • Cogumelos
  • Sardinha em conserva

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A importância da nutrição adequada do corpo

Para casais que estão tentando conceber, é essencial ter em mente a importância da nutrição ideal do corpo. O equilíbrio de vitamina D e fertilidade é apenas um dos muitos aspectos que podem afetar a capacidade de um casal de ter um bebê. 

Mas é importante também frisar que uma coisa é estar dentro dos valores de referência brasileiros, e outra é estar em níveis otimizados. Pensando em fertilidade, é sempre bom você otimizar seus valores de referência. Por isso, converse sempre com seu médico que lhe acompanha.   

A Clínica Mantelli é referência no atendimento de casais que desejam ter um bebê e oferece uma abordagem abrangente para ajudar a otimizar a saúde e a fertilidade. 

Compreender e abordar adequadamente os níveis de vitamina D pode ser um passo crítico no caminho para conceber um filho saudável. E para contar com o atendimento da Clínica Mantelli em sua jornada rumo ao sonho da maternidade, clique no botão abaixo.

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