Mitos e verdades do parto humanizado

A humanização parte do princípio de que cada organismo é único e que a fisiologia se adapta ao momento do nascimento.

O parto humanizado é um parto que respeita as decisões da mulher que deseja parir! Por esse e por muitos outros motivos, o mesmo virou um procedimento cada vez mais frequente.

Reuni algumas verdades e mitos sobre o parto humanizado, confira:

Uma vez cesárea, sempre cesárea? MITO

A mulher pode sim ter a experiência do parto normal. Recomendo que o intervalo entre a cesárea e o parto normal seja de dois anos ou mais, para que a cicatriz fique mais forte.

A recuperação do parto humanizado é melhor do que os partos habituais? VERDADE

Geralmente, nos partos humanizados não é realizada a episiotomia (técnica de corte na região do períneo para facilitar saída do bebê) e, portanto, a parturiente consegue sentar de maneira mais fácil, além de levantar e tomar banho.

Bebê com circular de cordão precisa de cesárea? MITO

50% das gestações há uma circular de cordão, o cordão umbilical não machuca o bebê!⠀⠀

A dor é o principal motivo que levas as mulheres a desistirem do parto humanizado. VERDADE

A dor do parto é uma dor completamente diferente da dor de qualquer outra experiência patológica. Essa dor é um sentimento que o nosso próprio corpo produz para que possamos nos preparar para o trabalho de parto e para o nascimento.

Falta de dilatação impede o parto normal? MITO

Primeiro é fundamental a mulher em trabalho de parto para esperar as contrações atuarem no colo do útero. Depois serem diagnosticadas se há ou não dilatação.

O parto normal é melhor para a mulher. VERDADE

Além da recuperação mais rápida da mãe, o parto normal ajuda o aleitamento materno, reduz o risco de complicações como infecções e permite interação plena e imediata da mãe com o bebê.

É necessário episiotomia? MITO

Essa técnica não deve ser utilizada sem o consentimento da mãe.

O objetivo do parto humanizado é tornar esse momento em uma experiência única, saudável e instintiva.

É essencial que a mulher saiba que ela pode e deve procurar um atendimento totalmente humanizado, já que ela tem autonomia e protagonismo durante todo o processo da gestação.

Até breve,

Dra. Beatriz Barbosa.

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